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IPO – Como abrir o capital da sua empresa?

A abertura de capital é uma das decisões mais importantes a serem tomadas por uma empresa. O IPO, Initial Public Offering ou simplesmente Oferta Pública de Ações, certamente pode mudar os rumos e a capacidade de desenvolvimento de uma empresa.

Com a certeza da possibilidade de expandir seus negócios de forma significativa, muitas empresas brasileiras estão procurando o seu espaço no mercado de ações. Segundo a Exame, somente no mês de agosto deste ano, foram 40 pedidos de IPO, o que é um verdadeiro recorde.

Vale destacar, que já para os próximos meses, ou seja, nos pós-crise e pós-pandemia, o número de pedidos de IPO deve continuar crescendo, batendo novos recordes.

Uma empresa de capital aberto quando bem administrada tem um oceano de possibilidades ao seu redor, não só em virtude da captação de recursos proporcionada pela sua entrada no mercado, mas também pelo seu maior potencial para atrair o interesse de grandes investidores e a sua facilidade em obter empréstimos e financiamentos para projetos vultuosos, dentre outros aspectos.

Sobre as vantagens de um IPO para uma organização acredito que não preciso falar muito, afinal todos ou pelo menos a grande maioria certamente sabe dos benefícios que uma abertura de capital e sua consequente injeção de capital pode trazer para uma empresa, sem falar na maior visibilidade alcançada pela empresa e por suas marcas.

Na verdade, acredito que o que precisa ser mais ventilado e explanado aqui no Brasil, é o processo que uma empresa precisa trilhar para finalmente realizar o seu IPO e quais os requisitos necessários para isso, principalmente em termos de gestão, controladoria e governança. Me pergunto porque, em outras partes do mundo e em mercados mais desenvolvidos como o norte-americano, o IPO é algo tão mais comum que aqui no Brasil.

Gostaria muito de entender, o que leva a NASDAQ a contar atualmente com 8089 empresas listadas, ao mesmo tempo em que a BOVESPA, conta com apenas 423 empresas listadas. Seria um problema econômico de um país emergente e suas empresas ou apenas um problema cultural? Será que existem no Brasil empresas que poderiam figurar na Bolsa de Valores, mas que não estão por lá?

Acredito que sim, e digo mais, muitas ainda não abriram o seu capital pelo simples desconhecimento dos seus gestores sobre o processo de IPO e pelo medo do desconhecido ou então por problemas estruturais, de gestão e administrativos.

Está chegando a hora de certas empresas mudarem o seu posicionamento, começando a estudar uma abertura de capital, por isso, elaborei um passo a passo a respeito do processo de IPO. Não deixe de conferir!

O passo a passo da abertura de capital (IPO)

1.Análise de conveniência: A análise de conveniência é o primeiro passo a ser dado por uma empresa que pretenda abrir o seu capital. Nesta etapa diversos aspectos precisam ser levados em consideração para determinar se a empresa está preparada para a abertura de capital e se as vantagens do IPO irão superar os custos do processo.

Esse tipo de análise pode ser feito internamente, no entanto, para que seja mais assertiva, torna-se interessante a contratação de uma consultoria externa com experiência em processo de abertura de capital na Bolsa de Valores.

Vale destacar, que uma empresa de capital aberto, precisa está alinhada quanto aos seus processos internos, além de ser muito transparente e organizada com seus balanços e demonstrativos financeiro-contábeis, além de possuir a capacidade de registrar, gerir e gerar informações que agreguem valor aos resultados e apresentem informações fidedignas ao investidor e ao mercado como um todo.

2.Análise da atratividade da empresa no setor: Logo após a análise de conveniência, é preciso analisar a atratividade da empresa perante o mercado e os potenciais investidores.

Nessa fase, é preciso responder perguntas como:

– A empresa possui boas perspectivas e projetos para o futuro?

– Qual a maturidade da empresa e a sua sensibilidade em relação às oscilações do mercado?

– A empresa possui uma situação financeira sólida e balanços equilibrados?

– Qual é o posicionamento de mercado da empresa em relação aos concorrentes do mesmo setor/segmento?

– Qual o perfil de endividamento da empresa?

Certamente,  os potenciais investidores em um IPO, estarão em busca de resposta para as perguntas acima listadas e muitas outras, com um simples objetivo: concluir se a empresa em questão apresenta-se como um bom investimento, sendo capaz de gerar bons retornos ou não.

Tão logo, para entrar em um IPO, é importante ter a convicção do potencial da empresa em atrair investidores e se vender para o mercado.

3.Avaliação da empresa e do seu valor provável no IPO: Com respostas positivas das fases de análise de conveniência e atratividade é hora de finalmente determinar entre outros fatores os seguintes:

– O valor de mercado da empresa;

– o valor inicial das ações;

– O número de ações a se colocar no mercado;

– O percentual da participação sobre os negócios da empresa que será colocado à disposição do mercado.

Nessa etapa, também é importante que se contrate uma auditoria externa especializada, um banco de investimento para preparar e coordenar a oferta e uma assessoria jurídica para acompanhamento dos aspectos legais.

4.Preparação final da empresa para o IPO: Após todas as análises e avaliações acima listadas, finalmente chegamos a etapa final de preparação para o processo de IPO, onde entre outros são definidos os seguintes pontos:

– Adequação dos sistemas e controles da empresa;

– Desenvolvimento da área de relação com investidores;

– Definição de estratégias especializadas de marketing para divulgação do IPO;

– Definição da política de distribuição de dividendos;

– Solicitação de registro na CVM e na B3.

– Preparação do prospecto;

Quanto uma empresa precisa faturar para entrar com o pedido de IPO na Bovespa?

Ao contrário do que muitos acreditam, para que uma empresa possa ser listada na Bolsa de Valores ela não precisa demonstrar um faturamento mínimo. Na

verdade, o que é exigido são algumas garantias financeiras, como por exemplo, a comprovação de um Patrimônio Líquido mínimo de R$ 4 milhões e um Ativo Financeiro Desvinculado mínimo de R$ 1 milhão.

Além disso, exige-se ainda, um depósito de garantia para outorga de autorização de acesso para negociação, cujo valor mínimo é de R$ 2 milhões de reais.

Vale destacar, que essas informações constam no  manual de acesso, disponibilizado no site da B3.

Qual o momento ideal para abrir o capital de uma empresa?

Para encontrar a resposta para essa dúvida que permeia muitos gestores, responda a seguinte pergunta:

– Minha empresa possui um bom nível de gestão e governança?

– Minha empresa possui solidez financeira?

– Minha empresa possui boa aceitação, reconhecimento e credibilidade perante o mercado?

– Minha empresa possui boa organização administrativa e contábil?

– Minha empresa possui bons projetos para o futuro?

Se as suas respostas foram positivas, sim é bem provável que a sua empresa está no momento ideal ou bem próxima de pensar em uma abertura de capital.

No entanto, caso a sua resposta para algumas das perguntas acima seja negativa, sua empresa ainda não está pronta para abrir o capital, mas pode e deve se preparar para isso caso pretenda se desenvolver e ganhar escala de mercado.

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