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Panorama do setor energético brasileiro e preparação para IPO

O que esperar do segmento de energia brasileiro para os próximos anos? Quais as expectativas do setor? É hora de abrir o capital das energéticas?

Neste material o BR Efforts apresentará a você uma série de dados importantes relacionados a atividade de geração, transmissão e distribuição de energia no Brasil, por meio de informações provenientes de fontes confiáveis e com base em nossa sólida experiência de mercado, comprovaremos que este pode ser o melhor momento para a abertura de capital da sua empresa.

O Brasil tem registrado números recordes de abertura de capital, segundo dados da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, em outubro de 2020 existiam 44 empresas com pedido de IPO em andamento e, portanto, na fila para estreia na Bolsa de Valores.

Destaca-se ainda, que entre janeiro e outubro do mesmo ano, o mercado movimentou de ações brasileiro registrou cerca de R$ 94,1 bilhões em Ofertas Iniciais de Ações. (IPO).

Os números comprovam, cresce a cada dia o interesse das empresas em buscar investimentos e capital no mercado para a alavancagem dos seus negócios e geração de caixa.

A boa notícia, é que se bem administradas essas empresas possuem chances reais de dobrar ou triplicar de tamanho em pouco tempo em virtude da captação de recursos que o mercado proporciona.

Sendo assim, além dos dados referentes ao segmento energético brasileiro, apresentaremos nesse material tudo o que você precisa saber para planejar uma futura abertura de capital. Apresentaremos informações de valor, que vão desde as vantagens da abertura de capital até os custos e as etapas do processo. Confira!

O setor energético brasileiro

Nos últimos anos, o setor energético brasileiro tem passado por significativas e profundas transformações, logo é importante que façamos uma reflexão sobre essas mudanças, seus impactos na vida da sociedade e o que podemos esperar para o futuro.

Nos últimos 20 anos, observamos o parque gerador brasileira mais do que dobrar a sua capacidade instalada, sobretudo em virtude de mudanças estruturais na sua composição, em virtude da entrada de novas fontes de energia no sistema.

A geração hidroelétrica, que por muito tempo dominou o percentual de produção energética no país, passou de cerca de 90% de participação em meados dos anos 90, para 80% no início dos anos 2000 e cerca de 60% no fim de 2016.

Enquanto a produção de energia por meio das hidroelétricas perdia espaço, cresciam as usinas termelétricas, hoje responsável por 22% da capacidade instalada nacional, a energia gerada a partir da biomassa, a geração eólica e a geração solar.

Segundo a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, o Brasil fechou o ano de 2019, com uma capacidade total instalada e fiscalizada de  170.071 MW, sendo mais de 75% desta energia originária de fontes renováveis.

Ainda segundo a Aneel, a implementação da energia eólica no período foi de 971 MW, enquanto houve incremento de 776 MW em relação as usinas termelétricas e 551 MW por meio das usinas solares fotovoltaicas.

Vale destacar que no ano de 2019, a potência incremental gerada pelas tradicionais usinas hidroelétricas ainda foi bem superior as fontes renováveis, com um total de 4.839 MW, mantendo a tradicional e histórica representativade deste meio na cadeia de geração energética brasileira.

No entanto, é importante que as empresas do setor estejam cada vez mais preparadas para o crescimento das fontes renováveis de geração de energia, fontes que além de gerar energia certamente podem gerar excelentes negócios.

Para os próximos anos, espera-se que os investimentos na área de energia cheguem à média anual de R$ 60 bilhões, com base em uma trajetória de 4% no crescimento de consumo.

Para  setor energético, espera -se também, a diversificação das fontes de geração de energia em virtude da crescente participação de alternativas renováveis, como a energia solar e a energia eólica.

Panorama do setor energético  na Bolsa de Valores

Com base nos dados e expectativas oportunidades apresentadas até aqui, é hora de conhecer o atual panorama do setor energético brasileiro na Bolsa de Valores.

Confira logo abaixo, dados que retratam o potencial das principais empresas brasileiras de capital aberto no segmento.

Omega

Líder brasileira em geração de energia renovável, a Omega conta com aproximadamente 1.195 MW em projetos 100% renováveis, localizados em 6 estados brasileiros: Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A BR Efforts, tem orgulho em participar da entrada da Omega Energia na bolsa de valores e parabenizamos a empresa pelo crescimento significativo de 4,5 vezes em termos de capacidade instalada contratada desde o seu IPO em julho de 2017.

Light

A Light é uma empresa atuante nos segmentos de geração, distribuição e comercialização de energia em várias cidades do Rio de Janeiro.

A área de concessão da Companhia correspondente a 26% (11.307 mil km²) do Estado e abrange 11 milhões de pessoas, representando 64% da sua população total distribuída em 31 municípios.

O parque gerador da Companhia compreende cinco usinas hidrelétricas e uma pequena central hidrelétrica, que totalizam 873 MW de capacidade instalada. No entanto, considerando as participações na PCH Paracambi, PCH Guanhães e UHE Belo Monte, a companhia possui um total de 1.188 MW de capacidade instalada.

Eneva

A Eneva atua nos segmentos de geração de energia elétrica e exploração e produção de hidrocarbonetos no Brasil.

Atualmente,  a empresa possui um parque de geração térmica de 2,2 GW, que representa 9% da capacidade de geração térmica do país. A previsão é de que a capacidade instalada alcance 2,8 GW até 2024, com a entrada em operação de 3 novas usinas.

Engie

A Engie Brasil é a maior produtora privada de energia elétrica do Brasil, com capacidade instalada própria de 10.211MW distribuídos em 61 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade do país.

Vale destacar, que a empresa possui quase 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de GEE, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa.

Contando com 3.000 colaboradores, a Engie alcançou no Brasil em 2019 um faturamento de R$ 10,5 bilhões

Energisa

O Grupo Energisa é o quinto maior grupo distribuidor de energia elétrica do país, atendendo aproximadamente 7,9 milhões de consumidores em onze Estados e 862 municípios.

A Companhia controla 11 distribuidoras localizadas nos Estados de Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Acre e Rondônia, com uma área de concessão que atinge  24% do território nacional.

CPFL

A CPFL Energia atua nos segmentos de Geração, Transmissão, Distribuição, Comercialização e Serviços, com presença em 11 Estados distribuídos em diferentes regiões do país.

 

A CPFL é responsável por 14% do mercado nacional, atendendo cerca de 9,8 milhões de clientes em 687 municípios. Com 4.304 MW de capacidade instalada, é a terceira maior geradora privada do país.

Taesa

A Taesa é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de Receita Anual Permitida (RAP).

A empresa é exclusivamente dedicada à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, com 11.062 km de linhas em operação e 2.514 km de linhas em construção, totalizando 13.576 km de extensão e 97 subestações.

Além disso, a empresa possui ativos em operação com nível de tensão entre 230 e 525kV, presença em todas as 5 Regiões do país (18 Estados e o Distrito Federal) e um Centro de Operação e Controle localizado em Brasília.

Empresas do setor público

Além das empresas do setor privado citadas acima, também marcam presença na bolsa de valores, importantes empresas do setor público dente elas a Eletrobras.

Na bolsa de valores, as empresas se energia costumam chamar à atenção e atrair muitos investidores. Principalmente em virtude das características dos seus negócios, que permitem grande previsibilidade de receitas e recorrência.

Ao atrair investidores, essas empresas investem massivamente na expansão e modernização das suas redes, atendendo o crescimento da demanda energética nacional e levando energia para todo o país.

Porque investir na abertura de capital

Após conhecer as expectativas do mercado e o panorama do setor é hora de descobrir como e porque aproveitar o momento para atrair investimentos por meio da abertura de capital na Bolsa de Valores.

Captação de recursos no mercado e fortalecimento de caixa: Sem dúvidas a captação de recursos no mercado de ações é um dos principais incentivos para que as empresas decidam abrir o seu capital.

Por meio da abertura de capital, grande parte das empresas conseguem captar dezenas, ou centenas de milhões de reais, enquanto algumas chegam a captar recursos na ordem dos bilhões.

Expansão dos negócios e investimentos: Outra grande vantagem relacionada a entrada de uma empresa na Bolsa de Valores diz respeito a possibilidade de alavancagem dos negócios em razão da eficiente aplicação dos recursos captados junto aos investidores.

Em geral, as empresas que decidem pela abertura de capital são capazes de crescer em pouco tempo mais do que cresceram em longos anos, afinal, quanto maior a captação de recursos, maiores os investimentos e consequentemente os resultados.

Melhoria dos processos internos: Como requisito para entrar na Bolsa de Valores, as empresas precisam investir pesado na melhoria de processos internos de gestão e também no desenvolvimento da sua força de trabalho.

Investimento esse, que certamente melhora os processos da empresa como um todo, gerando maior eficiência e redução de custos.

Alto potencial de marketing e visibilidade: Por fim, não podemos deixar de destacar o alto potencial de marketing e a visibilidade que a abertura de capital proporciona para as empresas.

A abertura de capital gera um ganho praticamente imensurável em termos de visibilidade perante a sociedade e no mundo dos negócios como um todo. Prova disso, é que empresas listadas na bolsa de valores historicamente conseguem atrair investidores e realizar fusões e aquisições com maior facilidade.

Qual a estrutura necessária para a abertura de capital

Chegamos agora, a uma etapa fundamental deste material. Aqui a BR Efforts, faz uso da sua larga experiência em fusões, aquisições e processos de IPO, para destacar os principais pontos que uma empresa precisa observar antes de abrir o seu capital.

1.Gestão e governança: Para ter acesso a bolsa de valores e atrair investidores, é fundamental que as empresas interessadas se preocupem em construir um alto padrão de gestão e governança.

2.Solidez financeira: A bolsa de valores está pronta para receber todas as empresas, desde que elas consigam demonstrar solidez financeira e a estrutura necessária para entregar bons números e resultados aos seus investidores.

3.Credibilidade e aceitação no mercado: Para ter sucesso em um processo de IPO, é fundamental que a empresa detenha a confiança, a credibilidade e o reconhecimento do mercado por suas atividades e relação com a sociedade. Empresas que enfrentam polêmicas disputas judiciais e não respeitam fatores sociais sensíveis não costumam ser bem vistas e aceitas no mercado de ações.

4.Organização administrativa e contábil: Empresas listadas na bolsa de valores, precisam entregar periodicamente balanços e resultados sólidos e livres de quaisquer falhas ou desvios contábeis e financeiros aos seus investidores e também a CVM. Sendo assim, é preciso montar uma eficiente estrutura financeira, administrativa e contábil e além disso, uma estrutura de relacionamento com investidores.

5.Projetos para o futuro: Os investidores desejam obter retorno, sendo assim, eles estarão naturalmente mais receptivos para investir em empresas que possuam bons projetos para o futuro.

6.Conselho de administração: Caso ainda não possua, é essencial que a sua empresa monte uma estrutura de governança eficiente, composta por diretorias e um forte conselho de administração, que esteja pronto para receber e responder as demandas de investidores e também tomar decisões de grande importância para o bom andamento dos negócios.

7.Definição de regras internas: Estruturação e organização devem ser palavras chaves em uma empresa que pretenda abrir o seu capital. Sendo assim, é preciso definir processos e regras internas eficientes e consolidadas, além de investir no desenvolvimento de uma cultura forte e responsável.

8.Software Robusto: Por fim, vale destacar também, a necessidade de se investir em um software robusto do tipo ERP, que entregue a empresa todos os meios e ferramentas que ela precisa para gerar os balanços, relatórios e outras informações importantes para o mercado, com tempestividade, segurança e eficiência.

Custos relacionados a abertura de capital

Confira agora, quais são os principais custos relacionados a abertura de capital. Não são poucos, mas em geral, eles não representam nem mesmo 5% do que as empresas captam durante o período de IPO na bolsa de valores.

Custos com auditoria e honorários: Dentre os custos relacionados a preparação de uma empresa para um pedido de IPO, estão os custos com honorários profissionais de auditores, contadores especializados e advogados, profissionais que possuem a responsabilidade de prestar assessoria para as empresas e auxiliar nos preparativos e exigências que envolvem a abertura de capital.

Custos relacionados ao desenvolvimento e manutenção de uma estrutura de governança: Além dos custos com profissionais externos e especializados nos processos de IPO, é preciso destacar ainda os custos relacionadas a montagem de uma estrutura de governança com conselheiros e profissionais voltados para o relacionamento com investidores, caso a mesma ainda não exista na empresa.

Custos com softwares robustos e automação de processos: Não podemos nos esquecer também dos custos relacionados a sistemas robustos, os chamados ERP, softwares poderosos e preparados para entregar o nível de automação, confiabilidade e relatórios que uma empresa de capital aberto precisa.

Custos com a contratação de mão de obra e profissionais altamente qualificados: As empresas que decidem listar o seu capital na Bolsa de Valores também precisam investir em profissionais altamente qualificados, principalmente para as áreas de contabilidade, finanças, jurídica e de auditoria.

Custos com a contratação de um banco de investimentos: Temos também os custos relacionados com a contratação dos Bancos de Investimentos, instituições financeiras que ficam com a responsabilidade de captar e atrair investidores, além é claro de operacionalizar e efetivar a entrada da empresa na Bolsa de Valores.

Custos com o pagamento de taxas para a CVM e B3: Por fim, temos as taxas devidas a CVM – Comissão de Valores Mobiliários e a B3.

Etapas da abertura de capital na Bolsa de Valores

Por fim, você terá neste momento, a oportunidade de conhecer as principais etapas que envolvem a abertura de capital na bolsa de valores.

1.Análise de conveniência: A análise de conveniência é o primeiro passo a ser dado por uma empresa que pretenda abrir o seu capital. Nesta etapa diversos aspectos precisam ser levados em consideração para determinar se a empresa está preparada para a abertura de capital e se as vantagens do IPO irão superar os custos do processo.

Esse tipo de análise pode ser feito internamente, no entanto, para que seja mais assertiva, torna-se interessante a contratação de uma consultoria externa com experiência em processo de abertura de capital na Bolsa de Valores.

Vale destacar, que uma empresa de capital aberto, precisa está alinhada quanto aos seus processos internos, além de ser muito transparente e organizada com seus balanços e demonstrativos financeiro-contábeis, além de possuir a capacidade de registrar, gerir e gerar informações que agreguem valor aos resultados e apresentem informações fidedignas ao investidor e ao mercado como um todo.

2.Análise da atratividade da empresa no setor: Logo após a análise de conveniência, é preciso analisar a atratividade da empresa perante o mercado e os potenciais investidores.

Nessa fase, é preciso responder perguntas como:

– A empresa possui boas perspectivas e projetos para o futuro?

– Qual a maturidade da empresa e a sua sensibilidade em relação às oscilações do mercado?

– A empresa possui uma situação financeira sólida e balanços equilibrados?

– Qual é o posicionamento de mercado da empresa em relação aos concorrentes do mesmo setor/segmento?

– Qual o perfil de endividamento da empresa?

Certamente, os potenciais investidores em um IPO, estarão em busca de resposta para as perguntas acima listadas e muitas outras, com um simples objetivo: concluir se a empresa em questão se apresenta como um bom investimento, sendo capaz de gerar bons retornos ou não.

Tão logo, para entrar em um IPO, é importante ter a convicção do potencial da empresa em atrair investidores e se vender para o mercado.

3.Avaliação da empresa e do seu valor provável no IPO: Com respostas positivas das fases de análise de conveniência e atratividade é hora de finalmente determinar entre outros fatores os seguintes:

– O valor de mercado da empresa;

– O valor inicial das ações;

– O número de ações a se colocar no mercado;

– O percentual da participação sobre os negócios da empresa que será colocado à disposição do mercado.

4.Preparação final da empresa para o IPO: Após todas as análises e avaliações acima listadas, finalmente chegamos à etapa final de preparação para o processo de IPO, onde entre outros são definidos os seguintes pontos:

– Adequação dos sistemas e controles da empresa;

– Escolha e contratação da auditoria externa;

– Escolha e contratação do banco de investimentos;

– Escolha e contratação da consultoria jurídica;

– Desenvolvimento da área de relação com investidores;

– Definição de estratégias especializadas de marketing para divulgação do IPO;

– Definição da política de distribuição de dividendos;

– Preparação do prospecto;

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